Delegação do Amazonas participa da entrega de certificados aos palestrantes, contribuindo para o reconhecimento das importantes apresentações no evento.
II Congresso Brasileiro da Modalidade Elétrica – CBME
Anais do painel Infraestrutura Digital, Segurança e Sistemas Elétricos — 24 de março de 2026 · 09h00 · CREA-DF, Brasília/DF
Registro Fotográfico
Sobre o Painel
Infraestrutura Digital, Segurança e Sistemas Elétricos
Este painel aborda a convergência entre telecomunicações, infraestrutura digital e sistemas elétricos, destacando o papel estratégico da conectividade na transformação digital do setor elétrico brasileiro.
Serão discutidos os desafios regulatórios, técnicos e operacionais associados à expansão do 5G, da banda larga e da infraestrutura de comunicação, bem como sua integração com sistemas energéticos críticos. O debate também enfatiza a segurança elétrica em ambientes sensíveis, como estabelecimentos de saúde.
📡 Telecomunicações
5G, banda larga e infraestrutura digital
Sistemas Elétricos
Integração com redes energéticas críticas
🏥 Segurança em Saúde
Confiabilidade energética e proteção de vidas
Palestra 1
5G e Banda Larga no Brasil
Rogério Moreira Lima Silva
Diretor da ABTELECOM Especialista da ABEE Nacional
Segurança, Regulação e Responsabilidade Técnica na Engenharia
A apresentação explora a evolução das telecomunicações no Brasil, com foco na implantação do 5G e na expansão da banda larga como pilares da infraestrutura digital moderna. São abordados aspectos técnicos de propagação de sinais, modelos de perdas em espaço livre, análise espectral e comportamento de ondas eletromagnéticas — fundamentais para o dimensionamento de redes móveis e ópticas.
No campo regulatório, a palestra apresenta a evolução normativa das telecomunicações e sua interface com a engenharia elétrica, destacando marcos como a Lei Geral de Telecomunicações, resoluções da ANATEL e normativas do CONFEA.
Arquitetura 5G e Tecnologias Avançadas
Arquitetura NSA e SA
Estruturas Non-Standalone e Standalone do 5G, com tecnologias Massive MIMO e beamforming para maior eficiência espectral.
Faixas de Frequência
De 700 MHz a ondas milimétricas, cada faixa com características distintas de cobertura e capacidade para diferentes aplicações.
Banda Larga Fixa
Predominância da fibra óptica no Brasil, com avanço da conectividade de alta velocidade e expansão contínua da cobertura nacional.
Desafios do Compartilhamento de Infraestrutura
A palestra discute os desafios do compartilhamento de infraestrutura entre redes elétricas e telecomunicações, envolvendo aspectos técnicos, regulatórios e de segurança.
Esforços Mecânicos em Postes
Cargas adicionais decorrentes do compartilhamento de postes entre redes elétricas e de telecomunicações exigem análise estrutural rigorosa.
Riscos de Arco Elétrico
Definição de zonas de segurança e distâncias mínimas para prevenir acidentes em ambientes de alta tensão compartilhados.
Prontuários Técnicos
Necessidade de análise de risco documentada e prontuários técnicos atualizados para cada instalação compartilhada.
Conflitos Regulatórios
Disputas entre ANEEL e ANATEL sobre o uso de postes demandam harmonização normativa urgente entre os órgãos reguladores.
Regulação e Responsabilidade Técnica
Marco Regulatório
  • Lei Geral de Telecomunicações
  • Resoluções da ANATEL
  • Normativas do CONFEA
  • NR-10 — Segurança do Trabalho
Conclusão da Palestra
A regulação deve evoluir junto com a tecnologia. A segurança é responsabilidade compartilhada entre agentes públicos e privados, exigindo capacitação profissional contínua e conformidade normativa rigorosa em todas as etapas da implantação de redes.
A digitalização de setores estratégicos — incluindo o elétrico — depende diretamente da qualidade e segurança da infraestrutura de telecomunicações.
Palestra 2
Segurança Elétrica em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Roberto Krieger
Engenheiro Eletricista Especialista em Segurança Clínica
Confiabilidade Energética e Proteção de Vidas
A apresentação aborda os requisitos técnicos, normativos e operacionais aplicáveis às instalações elétricas em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS), onde a confiabilidade energética está diretamente relacionada à preservação da vida humana.
São apresentados os fundamentos das normas técnicas, com destaque para a ABNT NBR 13534, que estabelece requisitos específicos para instalações elétricas em EAS, complementando a NBR 5410.
Classificação dos Ambientes Médicos
Grupo 0
Ambientes onde não são utilizados equipamentos elétricos em contato com o paciente. Menor nível de risco elétrico.
Grupo 1
Ambientes onde equipamentos elétricos são aplicados externamente ou invasivamente, exceto em áreas cardíacas.
Grupo 2
Ambientes de maior criticidade, como salas cirúrgicas e UTIs, com exigências máximas de proteção e confiabilidade.
Sistemas de Alimentação de Segurança
Em ambientes hospitalares, a continuidade do fornecimento de energia é essencial. A palestra detalha os sistemas de backup e proteção exigidos pela norma.
1
UPS
Tempo de resposta ≤ 0,5 segundo para garantia de continuidade imediata em equipamentos críticos de suporte à vida.
2
Geradores
Autonomia de até 24 horas, assegurando operação contínua em situações de falta prolongada de energia da concessionária.
3
Sistema IT Médico
Transformadores de separação com monitoramento contínuo de isolamento, permitindo detecção de falhas sem interrupção do sistema.
Situações Reais de Risco em Instalações Hospitalares
Ausência de Equipotencialização
Falta de conexão equipotencial entre estruturas metálicas, criando diferenças de potencial perigosas para pacientes e profissionais.
Uso Inadequado de Extensões
Extensões e filtros utilizados indevidamente em ambientes críticos, comprometendo a segurança elétrica e a integridade dos equipamentos.
Interferências Eletromagnéticas
Interferências em equipamentos médicos sensíveis, com potencial de comprometer diagnósticos e procedimentos clínicos.
Falhas de Isolamento
Detectadas sem interrupção do sistema pelo IT médico, mas exigindo manutenção imediata para evitar riscos progressivos.

Conclusão da Palestra
Em ambientes hospitalares, falhas elétricas não representam apenas prejuízos operacionais, mas riscos diretos à vida. Isso exige alto nível de engenharia, manutenção preventiva e conformidade normativa rigorosa, integrando ABNT, NR-10 e diretrizes da ANVISA.
Integração Normativa para Ambientes Seguros
ABNT NBR 13534
Norma técnica específica para instalações elétricas em EAS, com requisitos de proteção, aterramento e equipotencialização.
NR-10
Regulamentação de segurança do trabalho em instalações e serviços em eletricidade, obrigatória para todos os profissionais envolvidos.
ANVISA
Diretrizes sanitárias que complementam os requisitos técnicos, garantindo ambientes seguros para pacientes e profissionais de saúde.
Moderação
Amarildo Lima
Presidente da ABEE-AM · Conselheiro Federal
A moderação conduziu o painel de forma técnica e estratégica, promovendo a integração entre os temas de telecomunicações, infraestrutura digital e segurança elétrica. Destacou o papel da engenharia nacional na construção de soluções seguras, reguladas e tecnologicamente avançadas, fundamentais para o desenvolvimento sustentável do Brasil e para a proteção de infraestruturas críticas e da vida humana.